Um tema que está em evidência é o Software Livre (SL). Mas o que seria SL? Alguém lendo agora esse post saberia definir? Saberia dizer se já utilizou algum SL? Qual sua relação com Linux? E com o Windows, existe alguma relação? Elé é sinônimo de gratuito?

Vou tentar reponder essas e outras questões que surgem quando o tema é SL.

Primeiro, para falar de SL devemos conhecer três “celebridades” dessa área. Uma delas é Richard Stallman, o fundador da Free Software Foundation (FSF), organização sem fins lucrativos que se dedica à eliminação das restrições de cópias. Stallman é um famoso hacker e programador que criou o GNU Compiler Collection (GCC), o GNU Debugger e o editor de texto para ambiente Linux – o emacs. Outra das “celebridades” é o criador do Linux e ainda hoje ativista Linus Torvalds. Linus ainda influencia muita gente, e uma maneira de fazer isso é através do seu Blog. A última celebridade é Jon “Maddog” Hall ( o Jon “Cachorro Louco”), que é diretor executivo da Linux International, uma associação sem fins lucrativos que visa a promoção de sistemas operacionais baseados em Linux.

Após falar dos principais ícones atuais dessa corrente dentro da área de software, podemos falar sobre o SL propriamente dito. Primeiro, muita gente se pergunta, SL é sinônimo de Software gratuito? E muitos acham que essa resposta é sim. Entratanto, a resposta correta é NÃO. O SL pode ser pago! Quem desenvolveu pode cobrar pelo software. Aqui você deve estar se perguntando, então qual a diferença entre o Software Livre e o Software Proprietário (SP)? A diferença ta na filosofia por trás do SL.

No SL temos a idéia de copyleft, em detrimento do copyright dos SPs. O SL trabalha em cima de quatro liberdades, e essas liberdades são o grande diferencial da filosofia do SL. São elas:

  • A liberdade para executar o programa, para qualquer propósito (liberdade nº 0);
  • A liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para as suas necessidades (liberdade nº 1). Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade;
  • A liberdade de redistribuir, inclusive vender, cópias de modo que você possa ajudar ao seu próximo (liberdade nº 2);
  • A liberdade de modificar o programa, e liberar estas modificações, de modo que toda a comunidade se beneficie (liberdade nº 3). Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade;

Então, ao adquirir qualquer software que esteja registrado em uma das licenças que compõem o SL, você estará adquirindo o código fonte que gerou aquele programa e possui todo direito de alterá-lo para customizá-lo às suas necessidades.

Agora, será que você que está lendo conseguiria definir o que é SL? Se você consegue definir, você sabe responder se já utilizou um SL, mesmo sendo usuário Windows?

Será que não? Ou sim? Acho que todo mundo já utilizou algum dos programas abaixo:

  • Firefox
  • BrOffice
  • OpenOffice
  • Opera
  • Google Chrome
  • Java, PHP, Python, Perl
  • Flashplayer
  • Moodle
  • Apache (HTTP), BIND (DNS)
  • VLC, Mplayer
  • WordPress (Utilizado para criação deste Blog).
  • GIMP (similar do Photoshop), Inkscape (similar do Corel)

Agora me diga, você já utilizou SL? Talvez você tenha utilizado e nem tenha se dado conta. Independente de plataforma, de sistema operacional (se você utiliza Linux ou Windows) é bem verdade que em algum momento vocẽ utilizou algum SL, até mesmo quando acessa aquela página na Internet através do Firefox ou do servidor Web Apache.

Alguns podem estar se perguntando, mas se eu não cobrar pelo meu software, como vou ganhar dinheiro? Aqui podemos estabelecer alguns modelos de negócios para SL. Podemos citar:

  • Consultoria
  • Treinamento
  • Suporte ao software
  • Uma mescla das opções acima
  • Etc.

Então, não necessariamente devemos cobrar pelo software desenvolvimento para obter receita.

Finalizando, o SL é um software, que não é necessáriamente gratuitos, mas que visa a modificação (melhoria ou customização) e a disseminação do conhecimento adquirido através das modificações.

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