Depois de algumas semanas de jejum, volto a escrever. Escolhei esse tema devido ser uma tecnologia crescente e promissora, e acabei de realizar um trabalho para faculdade.

Mas afinal, o que é virtualização? A grosso modo, virtualização é a capacidade de rodar dois ou mais sistemas operacionais ao mesmo tempo no mesmo hardware. O conceito não é novo, mas a cada ano ganha mais espaço no ambiente corporativo.

Na prática, o conceito é bem mais extenso. Hoje a virtualização envolve também aplicações, armazenamento, sistemas operacionais, segurança, disponibilidade, integridade e uma série de conceitos relacionados.

Primeiramente, vamos começar debaixo – com os processadores. A Intel disponibiliza uma solução chamada de Intel VT (ou Vanderpool) e a AMD uma tecnologia chamada de AMD-V (ou Pacifica). Eles garantem um hardware especifico para a tarefa de virtualização.

Há um conceito bastante importante em virtualização – sistema operacional hóspede e convidado. O hóspede é o sistema nativo na máquina, é o sistema que realmente roda sobre o hardware. O sistema convidado é o sistema virtualizado e não interage diretamente com o hardware. Ele é executado no modo usuário, ao invés do modo root (com previlégios para interagir diretamente com o hardware).

Um exemplo de virtualização que não é um sistema operacional é a JVM (Java Virtual Machine), que proporciona a portabilidade de programas feito na linguagem Java.

Há dois tipos de virtualização – a virtualização total (ou completa) e a paravirtualização. Na virtualização total, o sistema operacional não necessita de moficicações, porém, consome mais recursos e gera conflitos a nível de kernel, pois o sistema convidado não tem consciência de que não acessa o hardware diretamente. Já na paravirtualização, o sistema sofre alterações e passa a ter consciência de que que é virtualizado.

A virtualização traz inúmeras vantagens como:

– Economia de espaço e energia.

– Centralização.

– Aumento da disponibilidade.

– Interoperabilidade com sistemas legados.

– Independência do hardware.

– Consolidação de servidores.

– Desenvolvimento de aplicações (testes).

Assim, diante de todas essas vantagens fica claro o porquê de a virtualização ser a tecnologia mais promissora de 2009 segundo a consultoria Gartner.

Cada vez mais empresas estão implementando a virtualização. Através dela é possível rodar diversos aplicativos e serviços em um único servidor físico. Então podemos virtualizar servidores e de forma que cada serviço possua uma máquina virtual redundante – o que resulta numa maior disponibilidade.

Através de storage se pode criar cotas de disco para diversos serviços, inclusive remotos. Isso possibilita backup remoto e também aumenta significativamente a disponibilidade do serviço. Servidores podem ser criados dinamicamente sem parar serviços e servidores, e ainda mudar de servidor físico ao custo apenas de alguns segundos (imperceptiveis para o usuário) de indisponibilidade do serviço.

Outra tecnologia que depende da virtualização é o cloud computing. Sim, ela mesmo, a computação em nuvens. Devido a essa flexibilização e ao aumento da disponibilidade o parque de servidores e os datacenters das empresas prestadoras de serviço na nuvem implementam cada vez mais a virtualização.

A economia gerada pela virtualização se encaixa no conceito de TI Verde. Na mais é do que medidas que gerem economia de recursos do meio ambiente, ou permita seu uso de forma mais consciente.

Juntas, virtualização, TI Verde e Cloud Computing são as três tecnologias que receberão mais investimentos por parte das empresas nos próximos anos segundo as principais consultorias.

E essa tal de virtualização só pode ser utilizada em ambientes de servidores? A resposta é não. Há programas como Xen (ambiente Linux), VirtualBox (multiplataforma – Windows, Linux, Mac, Solaris), VMWare (multiplataforma) e o VirtualPC(ambiente Windows). Se você ainda não teve experiência com essa tecnologia vale a pena baixar um dos programas acima e testar. Comece agora mesmo a virtualizar.

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