São duas novas palavras que estão presentes nos jargãos da computação e da ára de TI.

Ubíquo significa onipresente, que está ao mesmo tempo em todo lugar. Pervarsivo significa transparente, ou seja, funciona de forma que o usuário não perceba a sua presença.

Há pessoas que vislumbram um futuro no qual as casas serão altamente automatizadas, luzes acenderam através de comandos de voz ou de gestos do usuário.

Essa área da computação baseia-se em algumas prerrogativas. Primeiro, a criação de interfaces naturais, de modo a minimizar a necessidade de treinamento do usuário. Isso possibilita uma maior comunicação entre humanos e computadores. O objetivo dessas interfaces naturais é suportar formas comuns de expressão humana. Esforços anteriores se focaram em interfaces de reconhecimento de voz e escrita com uma caneta eletrônica, mas estas interfaces ainda não lidam robustamente com os erros que ocorrem naturalmente com estes sistemas. Além disso estas interfaces são muito difíceis de serem implementadas. A computação ubíqua inspira o desenvolvimento de aplicações que não utilizam o desktop. Implícito a isto está a consideração que a interação física entre humano e computadores serão bem diferentes do desktop atual com teclado, mouse, monitor, e será mais parecida com a maneira que os humanos interagem com o mundo físico.

Interfaces que suportem formas de computação humanas mais naturais (fala, escrita e gestos) estão começando a substituir os dispositivos mais tradicionais. Estas interfaces se sobressaem por causa da sua facilidade de aprendizado e de uso. Além disso elas podem ser usadas por pessoas com deficiência física, para quem o tradicional mouse e teclado são menos acessíveis.

As aplicações para a computação ubíqua precisam ser sensitivas ao contexto, adaptando o seu comportamento baseando-se na informação adquirida do ambiente físico e computacional. Há ainda muitos desafios a serem vencidos  na área de sensibilidade ao contexto. Um deles é tornar o contexto reutilizável.

Um grande número de aplicações na computação ubíqua dependem de capturas automáticas de experiências reais, e depois disso prover acesso flexível e universal a essas experiências.

Outro desafio da computação ubíqua é o desenvolvimento de hardware com baixo consumo de energia. Já que esses componentes devem funcionar sempre e está sempre pronto quando o usuário necessitar, o consumo de energia deve ser o menor possível.

A computação ubíqua também pode se utilizar das redes de sensores sem fio (WSN – Wireless Sensor Network). Essas redes estão se desenvolvendo bastante nos últimos anos devido as pesquisas na área.

Uma rede de sensores pode variar de centenas até milhões de sensores dependendo da aplicação.

Os sensores primeiramente são aplicados no local desejado. Em seguida, eles vão ocpuando seus espaços e se comunicando – formando uma rede ad-hoc (sem um concentrador específico). Após esta fase eles começam a trocar informações reais sobre a situação na qual estão monitorando.

Finalizando, o que podemos vislumbrar é um futuro no qual a computação vai ser bem mais acessível aos usuários, as tarefas serão bem mais automática, e as interfaces cada vez mais transparentes aos usuários – o que facilitará a interação humano-computador.

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